quinta-feira, 29 de maio de 2008

Achada do Teixeira – Pico Ruivo - Encumeada

Percurso sem abismos, mas com giesta e outra vegetação densa que dificulta a passagem (depois do Pico Ruivo para a Encumeada). 0 percurso da Achada do Teixeira até ao Pico Ruivo, que não chega a 3 Km, tem um piso bom e regular e não chega a cerca de uma hora de caminho. Do Pico Ruivo à Encumeada são cerca de 16 Km. A subida desde a Boca das Torrinhas até ao cimo do Pico Jorge é a parte mais difícil do percurso porque é muito íngreme e comprida. Também é conveniente levar lanche e água, visto que ao longo do percurso apenas existe uma pequena fonte. Se o percurso for feito em pleno Verão ou em dias de muito sol, convém levar boné e deitar protector.



Duração: 8 horas



Ponto de Partida: Achada do Teixeira, Santana



Ponto de Chegada: Encumeada



Extensão: 18 km



Equipamento: Impermeável, Bordão, Botas para piso escorregadio, lanterna.

Pico do Areeiro – Pico Ruivo – Encumeada

O Percurso pode ser feito de uma só vez, tendo o cuidado de iniciá‑lo bem cedo devido ao tempo que demora, ou fazer em duas vezes como abaixo se indica. A temperatura é bastante baixa nestas altitudes de manhã e ao fim da tarde, e a qualquer momento podem ocorrer nevoeiros ou chuvas; é por isso imprescindível o uso de impermeável, botas apropriadas e agasalhos quentes.


Duração: 10 horas


Ponto de Partida: Pico do Areeiro, Santana


Ponto de Chegada: Encumeada


Extensão: 22 km


Equipamento: Impermeável, Bordão, Botas para piso escorregadio, lanterna.

Queimadas – Caldeirão Verde – Caldeirão do Inferno – Fajã da Nogueira – Cruzinhas

Depois do Caldeirão do Inferno são cerca de 60 minutos a atravessar o extenso túnel de 2400 metros e mais uns pequenos túneis até à Central da Fajã da Nogueira. Até à estrada regional são cerca de 3 Km demorando uma hora numa estrada de terra batida.



Duração: 8 a 9 horas

Ponto de Partida: Queimadas, Santana

Ponto de Chegada: Cruzinhas

Extensão: 19 km

Equipamento: Impermeável, Bordão, Botas para piso escorregadio, lanterna.

RIBEIRO BONITO – FAJÃ DO PENEDO

O percurso é acessível mas recomenda‑se especial cuidado na descida para o Ribeiro Bonito porque geralmente o piso está alagado e o caminho é estreito. O percurso inicia‑se no Posto Florestal do Cascalho, São Jorge, seguindo sempre a levada até ao Ribeiro Bonito. A partir deste ponto, o passeio continua por uma caminho de terra batida até ao Chão das Faias (situado por baixo do Caldeirão Verde – Caldeirão do Inferno, havendo mesmo uma vereda), onde se atravessa um túnel (cerca de 40 minutos) que deve ser feito com ajuda de uma lanterna. Da saída do túnel até à Fajã do Penedo (Igreja) são 4 Km numa estrada estreita. Muitos dos trilhos estão camuflados pelas silvas e pelo mato. Em algumas partes temos de ter muito atenção ao seguimento da vereda, pois ela quase desaparece.


Duração: 6 horas

Ponto de Partida: Pico das Pedras, Santana

Ponto de Chegada: Estrada Municipal de Ilha

Extensão: 16 km

Equipamento: Impermeável, Bordão, Botas para piso escorregadio, lanterna.

PICO DAS PEDRAS - QUEIMADAS - VALE DA LAPA - ILHA

No Pico das Pedras, situado na freguesia de Santana, existe um viveiro que tem a finalidade de garantir o repovoamento das montanhas da ilha que foram afectadas pela aridez que os fogos trouxeram. Este viveiro produz uma quantidade de espécies indígenas da Madeira, pelo que é interessante a visita a este local.
E porque não também um passeio pelo parque das merendas? Neste parque, os arbustos e as árvores fazem sombra a quem passeia e possibilitam o repouso a algumas aves indígenas como a
Manta e o Pombo Trocaz.
Até às Queimadas, o passeio é feito num piso de terra batida, espaçoso e sem abismos que tem a extensão de dois quilómetros. Vai encontrar, já nas Queimadas, outro rico Parque Florestal onde as casas são cobertas de Colmo.
A segunda etapa é feita pela levada que transporta água desde o Caldeirão Verde. É preciso atravessar o primeiro túnel e, ao chegar ao início do segundo, repare que à direita existe uma entrada para a vereda que liga aquele local ao posto florestal do Vale da Lapa. Ao entrar nesta vereda pode escolher entre duas alternativas: seguir em frente ou subir em direcção ao Posto Florestal. Nesta subida, as vistas proporcionadas são de notável excelência: o Pico Ruivo, o Pico das Torres, as casas nas terras de Santana e São Jorge, os vários tons de verde que dão cor aos terrenos agrários e à
Laurissilva, a Ribeira de São Jorge que escolhe desaguar entre a Achada de Gramacho, a leste, e as terras de São Jorge, a poente.
A quarta etapa é feita sempre a descer e, por isso, não se esqueça de levar um bordão para evitar derrapar. Depois de algum tempo, surge uma estrada de terra que, para chegar até a Ilha, tem de ser percorrida. No final, já muito próximo do centro desta freguesia, a estrada encontra-se alcatroada. Esta zona, quando vista à distância, assemelha-se a uma ilha e foi devido a esta analogia que ganhou o seu nome.
O passeio fica incompleto sem visitar a Achada do Marques e, para isso, basta descer pela única estrada até à ramificação.



Duração: 4 a 5 horas

Ponto de Partida: Pico das Pedras, Santana

Ponto de Chegada: Estrada Municipal de Ilha

Extensão: 12 km

Equipamento: Impermeável, Bordão, Botas para piso escorregadio.

DO PICO RUIVO À ENCUMEADA

Duração: 8 horas


Ponto de Partida: Achada do Teixeira (Homem em Pé)


Ponto de Chegada: Encumeada


Extensão: 18 km


Equipamento: Impermeável; agasalhos quentes e botas


Observações: Não há abismos; É oportuno levar água, porque durante todo o percurso há apenas uma pequena fonte no Pico Ferreiro.

DO RIBEIRO FRIO À PORTELA

Este é um passeio que se estende ao longo de dez quilómetros e que pode ser feito por qualquer pessoa, visto não apresentar nenhuma dificuldade ou risco. Oito quilómetros do percurso são feitos em solo plano, ou seja, desde o Ribeiro Frio até a casa da Divisão das Águas, pela esplanada da Serra do Faial, pode passear despreocupadamente por entre árvores e plantas sem ter de se preocupar em fazer descidas ou subidas. Os restantes dois quilómetros são feitos a descer até ao Miradouro da Portela.A caminhada começa abaixo do Posto Florestal do Ribeiro Frio que, aliás, é um excelente lugar para observar algumas plantas endémicas da Madeira, sem esquecer os famosos viveiros de trutas, é claro!
O acesso à levada é garantido por uma vereda à direita da estrada. Nesta levada são habituais as plantas que nascem em ambientes húmidos e de pouca claridade. A
Órquidea da Serra, os Gerânios, o Isoplexis, o Massaroco, os Ranúnculos, as Estreleiras, os Goivos da Serra e as Leitugas são algumas das espécies que, na Primavera e no Verão, dão o ar da sua graça, tingindo esta levada das mais variadas cores. O Loureiro, a Faia das Ilhas, o Folhado ou a Urze Molar são as árvores que conferem o tom verde a esta tela já colorida pelas flores. Ao espectáculo visual juntam-se os sons emitidos pelos Bis-bis, Melros Pretos, Tendilhões e Lavandeiras. A Casa da Divisão das águas surge e, agora, é tempo de abandonar a levada e descer cerca de 200 metros até ao Posto Florestal dos Lamaceiros. Se quiser recarregar baterias, este é o local ideal para fazer um piquenique. Recompostas as energias, é altura de seguir pelo caminho de terra que se abre em frente. Tenha atenção às placas que ajudam a encontrar o fim deste passeio, o Miradouro da Portela. Aproveite!




Duração: 4 horas

Ponto de Partida: Posto Florestal do Ribeiro Frio

Ponto de Chegada: Miradouro da Portela

Extensão: 10 km

Equipamento: Calçado para piso molhado; Impermeável

Observações: Levada protegida por varandas e sebes naturais; Piso em bom estado; Temperaturas em média 5º mais baixas do que no Funchal.